sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jayme Araújo - Teddy Garner - Sax Imortal




Columbia 37146, de 1961

A admiração do sensacional saxofonista Jayme Araújo (irmão do mestre Severino Araújo) pelo não menos sensacional saxofonista ingles Freddy Gardner era tão grande que ele, ainda muito novo, passou a adotar, em 1955, o pseudônimo de Teddy Garner, tocando como solista das mais famosas orquestras de danças do Brasil. Um belo dia a Columbia o convidou para gravar as músicas que ele mais admirava do "mestre" e confiou os arranjos e a batuta ao não menos notável maestro Lyrio Panicali. O resultado é primoroso e Jayme nos mostra toda a sua categoria tocando "standards" como somente um jazzista poderia fazê-lo.

1. Invitation
(B. Kaper)

2. Body And Soul
(Heyman / Sour / Green)

3. Harlem Nocturne
(Hagen)

4. These Foolish Things
(Strachey)

5. Look For a Star
(M. Antony)

6. I Only Have Eyes For You
(Dubin / Warren)

7. An Affair To Remember
(H. Warren / H. Adamson / L. McCarey)

8. I'm In The Mood For Love
(Fields / McHugh)

9. Love Is a Many-splendored Thing
(Paul Francis Webster / S. Fain)

10. Valse Vanité
(Wiedoeft)

11. A Summer Place
(Steiner)

12. Roses Of Picardy
(Weatherly / Wood)


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domingo, 23 de agosto de 2009

Irmãos Araújo - Visita Musical





Polydor LPNG 4044 - 1959

Jaime Araújo / Manoel Araújo / Zé Bodega/ Plinio Araújo/ Orquestra Tabajara

Para esta turma aí em cima não vou ousar fazer qualquer comentário! Aproveitem!

Faixas:

Lado A:

1. Zambê
(Geraldo Medeiros / Manoel Araújo)
2. Tua
(G. Malgoni / B. Pallesi)
3. Teleguiado
(K-Ximbinho)
4. Sonhando
(Severino Araújo)
5. Lamento
(Djalma Ferreira / Luis Antônio)
6. Um Sax no Morro
(Pedro Santos)

Lado B:

1. Eso Es El Amor
(P. Iglesias)
2. Chega de Saudade
(Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
3. Till
(C. Sigman / C. Danvers)
4. Chorinho do Cacau
(Manoel Araújo)
5. Além do Horizonte
(Severino Araújo)
6. Estrada do Sol
(Tom Jobim / Dolores Duran)

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Na batida do samba - Risadinha com Orquestra de Vadico




Continental - LPP 39, 1956


Seu verdadeiro nome é Francisco Ferraz Netto, mas devido a seu modo jovial de encarar a vida, sempre sorrindo, recebeu o apelido de Risadinha. Nascido em São Paulo, onde começou sua carreira, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1945, tornando-se um dos mais característicos defensores do samba carioca. Várias vezes campeão do Carnaval, como cantor e também como compositor, Risadinha especializou-se no chamado "samba de breque", do qual se tornou um dos melhores intérpretes, ao lado de Moreira da Silva e Jorge Veiga. Faleceu no RJ em 3/6/1976.

A orquestra do Vadico, e, principalmente, os seus arranjos são sensacionais. Vamos lá:
nas faixas Escurinha, Falsa baiana, Risoleta e Faran-fan-fan Coruja, Walter e Monteiro respondem pelos saxes; Canuto no trompete; o grande Raul de Barros no trombone; Vivi na clarineta; Menezes na guitarra; Vidal no baixo; Trinca na bateria e Mestre Bide e Sebastião na percussão.

Nas faixas Conversa de botequim e Minha palhoça temos o Meirelles na flauta; João Batista no clarinete; Maestro Chiquinho no acordeon; Capilé no trombone; Menezes na guitarra; Vidal no baixo; o extraordinário Dom Um Romão na bateria; Bide e Sebastião na percussão.

Finalmente, Jogo proibido e Se acaso voce chegasse foram gravadas com a seguinte formação: João Batista no clarinete; Walter no tenor; Laerte no trompete; Raul de Barros no trombone; Menezes na guitarra; Vidal no baixo; Sutt e Trinca dividem a bateria e, novamente, Bide e Sebastião na percussão.

Curtam à vontade!

http://www.mediafire.com/?m8mmi41qh9o7s2o








Garotos da Lua - No mundo da lua




Sinter - SLP 1072, 1956

Na árvore genealógica dos grandes conjuntos vocais brasileiros há dois antecessores ilustres: o Bando da Lua e os Anjos do Inferno. Os Garotos da Lua apresentam-se como os descendentes diretos dessa nobre linhagem. Neste seu único LP (sem João Gilberto que gravou com o conjunto dois 78rpm em 1951, ver nas primeiras postagens) o conjunto é integrado por Toninho Botelho, Alvinho, Acyr, Miltinho e Edgardo Luiz. Os tres primeiros, baianos, Miltinho é pernambucano e Edgardo é paulista. Nada a comentar, dissecar etc. Basta ressaltar que a faixa Recordação é a primeira composição gravada de João Donato. É ouvir e gostar muito. Sinter SLP 1072, de 1956

Lado A:
Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso)
Vou tentar esquecer (Edgardo Luiz)
Qui nem giló (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira)
Não diga não (Tito Madi/G.Henry)

Lado B:
Já vai (Duba/Evaldo Ruy)
Lá vem a baiana (D. Caymmi)
Recordação (João Donato/Edgardo Luiz)
Policromia brasileira (Pernambuco)

 
http://www.mediafire.com/?0dj2bokcq7kud6h







Cartola com a Escola de Samba de Almeidinha - O Divino Cartola



Já que falamos da possível primeira gravação de Cartola no post anterior vamos mostrar outro registro raro: o compacto duplo Mocambo 3087, data da gravação desconhecida mas provavelmente do início dos anos 60. Pesquisando descobri tratar-se de uma gravação de 1964.

Aqui Cartola canta dois sambas de sua autoria (O sol nascerá e Amor proibido); um samba de Almeidinha (Bobagem) e uma samba de José Caldas e J.R. de Oliveira (Não quebre meu tamborim), acompanhado pela Escola de Samba de Almeidinha (o compositor carioca Anibal Alves de Almeida).

http://www.mediafire.com/?x8z3b7drl6j4ge3








Native Brazilian Music - Leopold Stokowski





Estes dois albuns contendo 4 discos 78 rpm cada, com 17 faixas no total, devem constar entre os mais importantes discos brasileiros em qualquer época, porém, foram lançados apenas...nos USA! A história é relativamente mal conhecida e eu sugiro fortemente a visita a estes dois sites para melhor entende-la: o site da americana Daniella Thompson, uma quase-brasileira pelo seu amor devotado à nossa música está aqui (em português) e o site do jornalista brasileiro, de apenas 26 anos, Aloisio Milani está aqui. Repito, a leitura é fundamental pois vou me ater apenas aos comentários de Ary Vasconcelos das 17 músicas apresentadas nos albuns Columbia C-83 e C-84, lançados nos USA em 1942, sabendo-se que foram registradas mais de quarenta sessões naqueles dias 8 e 9 de agosto de 1940, à bordo do navio SS Uruguay, aportado no Rio de Janeiro. Onde foram parar as outras gravações? Leiam os sites sugeridos pois esta é uma história e tanto!

A luta pela descoberta do restante das músicas gravadas naquele período, a troca de emails com os responsáveis pelas editoras detentoras dos direitos autorais, a busca pelas fitas "masters" tentando um possivel relançamento em cds etc etc, chega a ser comovente, principalmente no caso da Daniella, por ser cidadã americana. Os comentários de Ary Vasconcellos foram pinçados do álbum lançado em 1987, ocasião do centenário do compositor, pelo Museu Villa-Lobos, numa tiragem limitadissima contendo as célebres 17 faixas, transformando-o numa peça tão rara e disputada quanto os originais da Columbia.
Vamos lá:

Macumba de Oxóssi
Está assinada por Donga e Espinguela e grafada erradamente no disco americano. Essa macumba "with vocal ensemble" como explica a mesma etiqueta, foi gravada pelo Grupo de Rae Alufá. Como se sabe, Oxóssi é o orixá dos caçadores, sendo sincretizado, no Rio de Janeiro, como São Sebastião, e como São Jorge, na Bahia. Seu símbolo é o arco e flecha, dançando com essa arma em uma das mãos e com um erukerê (uma espécie de espanador feito com rabos de boi) na outra.O Grupo do Rae Alufá era um conjunto vocal-instrumental coreográfico dirigido por Zé Espinguela e que animava as festas deste, fossem elas sagradas (macumbas) ou profanas (sessões de samba e de chula). A voz solista é do próprio Espinguela.

Macumba de Iansã
Outra macumba de Donga e Espinguela, gravada pelo mesmo grupo e com Espinguela como solista. No original está grafada assim: Macumba de Inhançan. Iansã, orixá feminino, esposa de Xangô, é sincretizada como Santa Bárbara. Dança geralmente com um alfange e um eruxim de rabo de cavalo.

Ranchinho desfeito
Uma antiga composição de Donga, letra de De Castro e Souza, ocupa a terceira faixa do nosso elepê e do primeiro álbum americano. A letra original foi bastante sacrificada, entretanto, na gravação e mesmo uma nova estrofe de David Nasser só teve seus quatro últimos versos aproveitados. Certamente por equívoco, o titulo primitivo foi substituído pelo de Samba Canção e não há qualquer referência à Souza. mencionando o selo do disco os nomes de Nasser e Donga. Omissão mais grave é a do intérprete Mauro César, pseudônimo do cantor Joel do Nascimento sobre o qual é bem clara, aliás, a influência de Orlando Silva. Nascimento cantara no Regional de Donga, tendo mesmo atuado com este no Cassino da Urca. Na época da gravação trabalhava numa tinturaria que abrira em sociedade com um amigo. Donga foi seu padrinho de casamento. Mais tarde trabalhou na Agência Nacional, transferindo-se para Brasília quando da inauguração da nova Capital. Pixinguinha, então com 42 anos, "rouba" porém o fonograma com empolgante atuação na flauta.

Caboclo do mato
"Samba with vocal ensemble" está no selo do disco. Trata-se, na realidade, de uma corima de Getúlio Marinho da Silva, o saudoso "Amor" (mencionado no selo) interpretada por João da Baiana (não mencionado). Presentes nesta faixa o pandeiro de João e a flauta de Pixinguinha. A voz feminina - que repete "din, din, din, Aruama" - é provavelmente de Janir Martins.

Seu Mané Luís
Zé da Zilda (José Gonçalves) é astro principal desta composição de Donga. Janir Martins dialoga com ele neste "samba with vocal duet". No selo não há, porém, qualquer referência à dupla, nem ao outro astro, Pixinguinha.

Bambo do bambu
Jararaca e Ratinho cantam a embolada assinada por Donga. Nesse autêntico "destrava a lingua", Ratinho, embola-se e tem a sua travada antes da hora...O violão sensacional que encerra a gravação é de Laurindo de Almeida.

Sapo no saco
Novamente Jararaca e Ratinho, agora na embolada Sapo no saco, de ambos, um clássico do gênero.Uma das raras composições deste repertório já gravadas anteriormente, Sapo no saco foi lançado em disco por Jararaca em abril de 1929.

Que quere quê
Que querê intitulava-se o disco Victor 33509-b, suplemento de janeiro de 1932, e consistia em uma macumba carnavalesca de Donga, João da Baiana e Pixinguinha, gravada por Zaira de Oliveira e Francisco Sena. O selo do disco Columbia refere-se a "K Keri KK" e sua autoria é atribuída a "Yoad Machrado Cudo J." , isto é, a maneira mais estropiada possivel de se escrever o nome verdadeiro de João da Baiana, ou seja, João Machado Guedes...Aliás, tudo indica que Que Querê seja só de João e nesse caso os americanos estariam corretos no tocante à verdadeira autoria. O solista vocal é o próprio João podendo a voz feminina ser de Janir Martins.

Zé Barbino
A peça que abre o lado "b" do elepê é um maracatu estilizado escrito a quatro mãos por Pixinguinha e Jararaca e gravado em dupla pelos próprios autores. Trata-se ainda de um dos raros fonogramas em que Pixinguinha atua como cantor.

Tocando pra você
Momento extraordinário nas sessões de gravação realizadas a bordo do navio Uruguai foi este em que Luís Americano, acompanhado de regional, executou ao clarinete o seu deslumbrante choro Tocando pra você, grafado no selo do disco como "Tocanda pra voce"...

Passarinho bateu asas
A gravação "princeps" deste samba de Donga é de Francisco Alves e foi realizada na Odeon (disco 10160-a), em 1928. No navio, coube a Zé da Zilda levar à cêra a famosa composição. Mais uma vez, destaca-se no acompanhamento a flauta de Pixinguinha.

Pelo telefone
"Zamba with vocal chorus" diz o selo do disco. Só que este "zamba" não é um samba qualquer, mas justamente o primeiro a celebrizar-se como tal, com letra assinada por Donga, letra por Mauro de Almeida - para resumir uma história complicadíssima e que provocou tantas polêmicas. Onde está escrito "vocal chorus", leia-se José Gonçalves, isto é, Zé da Zilda. Pixinguinha tem aqui nova atuação extraordinária.

Quem me vê sorrir
Outro ponto culminante dos dois álbuns Columbia: Cartola acompanhado pelo "Mangueira Chorus" (é como se encontra no disco) canta seu samba Quem me vê sorrir, letra de Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Castro). Carlos, aliás, era para ter ido também ao navio Uruguai, mas justamente na noite da gravação teve plantão na Central do Brasil, onde trabalhava. Seu nome não consta no selo do disco. Ainda sobre o coro da Mangueira: era formado pelas pastoras Neuma, Cecéia, Nadir, Ornélia, Guiomar, Nesília e Naguinha. Participaram também da gravação vários ritmistas e o violonista e compositor Aloisio Dias, da verde-e-rosa. Este seria, possivelmente, o mais antigo registro gravado da voz de Cartola.

Teiru e Nozani-ná
Um quarteto de professores do Orfeão Villa-Lobos canta estas duas composições de Heitor Villa-Lobos: Teiru, canto fúnebre pela morte de um cacique foi recolhido por Roquete Pinto em 1912 entre os Parecis. É de 1926, sendo o segundo dos Tres Poemas Indigenas. Nazoani-ná (Ameríndio) é uma das Canções Típicas Brasileiras, de 1919. O coro do Orfeão está designado no disco por "Brazilian Indian Singers"...

Cantiga de festa
Zé Espinguela e Donga assinam mais esta corima, cantada pelo primeiro com o apoio do Grupo Rae Alufá.

Canidé Ioune
Canidé Ioune é o primeiro dos Tres Poemas Indígenas, de Villa-Lobos. Está baseado em um tema indígena recolhido pelo viajante Jean de Léry em 1553. Para interpretá-lo voltam os "Brazilian Indian Singers", isto é, os professores do Orfeão Villa-Lobos...


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Mudança de ventos!

Pedi para uma IA escrever esta postagem e ficou do jeito que voces estão lendo abaixo... Nada tenho contra o uso das IAs para facilitar a no...