sexta-feira, 19 de março de 2010

JB - A história de 1968 em música e informação


























Vou apenas citar os créditos deste disco-reportagem fundamental para estudantes ou para qualquer pessoa que queira lembrar um ano tão importante em música e informação.
Exclusivamente promocional - Radio JB
Editor Geral: Fernando Veiga
Redação: Lórem Falcão
Locutores: Alberto Curi, Sergio Chapelin e Orlando de Souza
Editor Musical: Júlio Hungria
São duas faixas com aproximadamente 30 minutos cada.





Aproveitem!













sábado, 13 de março de 2010

Laurindo Almeida e Rafael Méndez ...Together

























Decca US DL - 74921, 1968


Enquanto preparo alguns discos dentro da nossa linha de MPB instrumental vou atender o pedido de um frequentador assíduo do blog (obrigado!) João Carlos Pádua. Este LP do Laurindo Almeida com o trompetista mexicano Rafael Méndez é bem conhecido por muitos, mas segundo o João, a maioria dos links não está funcionando. Então aqui está ele.

Rafael Méndez eu conheço desde a infância, ouvindo os LPs do Xavier Cugat que o meu pai colocava na vitrola. O tempo passou e nunca mais tinha ouvido falar dele (que faleceu em 1981) até o Pádua me fazer este pedido. Como antes, obviamente, não existia o oráculo Google, fui fazer uma pesquisa (sugiro que façam) e descobri coisas interessantes como: Méndez sofria de asma. Um trompetista asmático! Méndez sofreu um acidente em 1967 quando assistia um jogo de beisebol e um morcego o atingiu no rosto. Parece que a coisa foi séria pois em seguida ele resolveu parar definitivamente a carreira com a saúde agravada pela asma.

Mas isto são informações que não têm a ver com o disco que é, ao mesmo tempo, estranho e bonito! As faixas com "sotaque" brasileiro me agradam mais. Bambuco é um tipo de música cuja origem se atribui à Colombia. A peça é tradicional e foi arranjada por Méndez, bem como Lullaby, também tradicional. Bossa Romântica é do Radamés Gnattalli e o resto creio que os amigos saberão a autoria. Espero que gostem.

Aproveitem!

1. Pièce en Forme de Habanera
2. Bambuco
3. Carinhoso
4. Entr'acte
5. Bossa Romantica
6. Malagueña Salerosa
7. Sicilienne
8. Romanza
9. Sevilla
10. Lullaby











terça-feira, 2 de março de 2010

Hekel Tavares - 2 Concertos Em Formas Brasileiras



























Edição Especial - CXF 3081, 1962


Vou atender ao pedido de um amigo e espero que voces também gostem. Este LP do compositor Hekel Tavares me parece, vejam bem, parece ser o primeiro disco "independente" do Brasil! Não existe uma simples menção, uma virgula sequer, sobre quem gravou, produziu e distribuiu. Será que não havia ninguém, nenhuma instituição que resolvesse patrocinar o LP do mestre? O problema é antigo, pelo visto. A de(sin)formação cultural no Brasil não é coisa de hoje. E percebam que a "bolacha" ganhou o Prêmio Nacional do Disco em 1962, o Troféu Roquette Pinto! Coisas do Brasil...a capa, sóbria e bela, é do renomado Antonio Rudge, os linóleos são de Lívia Abramo, as fotos de Manuel Ribeiro, o piano tocado por Souza Lima é um Essenfelder fabricado em Curitiba...maravilha, mas quem bancou este disco? Agradeço por qualquer resposta. Existe muita informação na net sobre este fabuloso compositor da corrente nacionalista, iniciada por Alberto Nepomuceno e, posteriormente, seguida por Villa-Lobos. Google nele. Os solistas - o violinista carioca Oscar Borgerth e o pianista paulista Souza Lima - não foram tão afortunados quanto o autor, mas existem, também, boas fontes de pesquisa.

Uma citação que achei importante:

"As formas tradicionais trabalhadas com elementos trazidos das fontes étnicas, devem predominar como ponto fundamental de uma obra que seja, antes de tudo, o reflexo da vida, costumes e ambientes da gente brasileira. O meu trabalho tem como objetivo precípuo trazer para as salas de concerto, o espírito da música popular do meu país.
E, se me fosse permitido, daria um conselho à nova geração de compositores brasileiros: tirem os sapatos e pisem no chão"
Hekel Tavares

Deixo voces na companhia do próprio maestro, regendo a então recém fundada Orquestra Sinfônica Nacional, em suas obras:

1 - Concerto para piano e orquestra Opus 105 No 2 e;
2 - Concerto para violino e orquestra Opus 107, No 4

Aproveitem!

Em tempo:
recebi do Alberto Hekel Tavares, filho do compositor, o seguinte comentário que gostaria de tornar público, agradecendo mais uma vez a sua gentileza.

"A 1ª gravação de uma orquestra sinfônica realizada no Brasil, foi em 1936. Também foi um trabalho independente de Hekel.Suite Sinfônica" André de Leão e o Demonio de Cabelo Encarnado" sobre um poema do poeta paulista Cassiano Ricardo.Livro Martin Cererê. Esta orquestra, foi o embrião da Orquestra Sinfônica Brasileira, fundada em 1940. Nesta gravação, faziam parte da orquestra Eleazar de Carvalho ,Tuba e Claudio Santoro violino.Foi lançado um album com esta gravação, que trazia um trabalho de 6 gravuras de Oswaldo Goeldi.Foi também, o primeiro trabalho comercial de Goeldi.Todas as gravações de Hekel, foram independentes. Escrevia a música, pagava o copista, alugava o estudio, pagava a orquestra e mandava cofeccionar os discos e pagava a gráfica pelas capas.Depois, ia vender o seu disco nas lojas. Breno Rossi em SP. Carlos Wers, Moara e outras. Havia também, um comprador no Sul, que revendia para a Argentina e Chile.Viveu unica e exclusivamente da sua obra! Nunca teve nenhum emprego.Sua obra hoje, é mais divulgada no exterior do que no Brasil.Arnaldo Cohen toca com a Filarmônica da Malasya em Maio de 2010, o seu Conc. para Piano.
Alberto Hekel Tavares"





ps: outro link para download se voce está com problemas no MediaFire:
http://rapidshare.com/files/233444854/Hekel_Tavares_-_2_Concertos_Em_Formas_Brasileiras.rar

Valeu Augusto!






quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Abel Ferreira - Jantar Dançante No 2 - Waltel Branco, Paulinho Magalhães


























Copacabana CLP 11109, 1959


Há muito queria postar algo sobre Abel Ferreira. Achei várias coisas em outros blogs menos este disco, por enquanto. Então vamos lá: é o seu terceiro LP gravado. O primeiro, em 1957, para a etiqueta Todamérica, foi um dez polegadas contendo algumas de suas composições, como os clássicos Acariciando e Luar de Caxambu. O disco foi relançado em 1978, pela RGE, como "Abel Ferreira e seu conjunto" e conta com a participação da cantora Vânia Ferreira, sua filha. No segundo, já na gravadora Copacabana (Jantar Dançante No 1, 1958) mais um punhado de canções compostas por Abel. Fiquei curioso e resolvi colocar este aqui que não conta com nenhuma composição do mestre. Vamos vê-lo mais solto, não muito "amarrado" ao estilo do choro, embora o repertório seja praticamente o mesmo que encontraremos em qualquer disco daquela época. Foxes, boleros, baiões e...sambas. O lado B é só samba, choro e frevo, e é muito bom. Chego ao ponto de afirmar que "No tabuleiro da baiana" encontra nãs mãos de Abel sua execução definitiva.

Os músicos, quando a gravadora nos fazia o favor de identificar, pertenciam ao "cast" da Copacabana. No piano: José Luciano; nas guitarras José Menezes e Waltel Branco; no baixo o incansável e insubstituível Jorge Marinho; no cavaquinho o mitológico Tôco Preto, nas baterias Plínio e Paulinho Magalhães e, no ritmo, Geraldo Barbosa, Mestre Marçal e Júlio Braz. "Quase" uma seleção brasileira.

Existe muita informação sobre esta verdadeira instituição musical que foi Abel Ferreira, Google nele então.

Aproveitem!

1. Lamento

2. Chega de Saudade

3. Siete Notas de Amor

4. Veneno

5. Till

6. All The Way

7. Cabeça Inchada

8. Maringá

9. Recado

10. Samba do Teleco

11. No Tabuleiro da Baiana

12. O Apito no Samba

13. Copacabana

14. Evocação












sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Rogerio Duprat - Os Imortais (Os mestres de sempre na "bossa" de hoje)


























VS/Villela Santos LP-VS-SP-0014, 1959


Não faria muito sentido postar o segundo LP conduzido e arranjado pelo maestro Rogério Duprat (Orquestra Fantasia), sem colocar este que é o seu primeiro disco, desta feita para o selo VS.

Aqui, Duprat "brinca" com a música dita de concerto, explorando com rara felicidade a orquestra, despindo os arranjos do vibrato, fazendo os instrumentos emitirem as notas de forma natural. Com a parte rítmica redonda, balançada, o disco surpreende pois não se trata de uma compilação qualquer. Muitos tentaram depois de Duprat fazer coisa semelhante sem obter o menor êxito na empreitada. Escutem sem medo, a bolacha é sensacional.

A lamentar, mais uma vez, a completa desinformação acerca de músicos, falha imperdoável da gravadora VS. Também não tem crédito para o autor da ridícula capa, Duprat não merecia...

Aproveitem!

1. O Guarani
(Carlos Gomes)
Abertura

2. Valsa Op 61 Nº 1 Em Lá Bemol
(Frederic Chopin)

3. Andantino da Quarta Sinfonia
(Tchaikovsky)

4. Tema de Concêrto Para Piano Op 54
(Schuman)

5. Noturno Op 9 Nº 2 Em Mi Bemol
(Frederic Chopin)

6. Prelúdio e Brinde da Traviata
(Verdi)

7. Dança Macabra
(Saens)

8. Tema do 1º Movimento da Sinfonia Quarta
(Brahms)
Tema do 1º Movimento da Sinfonia Quinta
(Ludwig Van Beethoven)

9. O Cisne
(Saens)

10. Andante Cantabile da Quinta Sinfonia
(Tchaikovsky)












quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Rogerio Duprat - Orquestra Fantasia - Albert Pavão, Dave Gordon


























Penthon - PPLP - D100, 1962


Em 1962, Rogério Duprat inaugurou a sua carreira de maestro e arranjador em disco, no LP ‘Distração’, com a Orquestra Fantasia, sob sua direção. No mesmo disco, Duprat assina duas composições, as músicas ‘Hás de Convir’ e ‘Lágrimas ‘, de orientação popular, mas já meio “tortas” para a época, uma faceta pouco conhecida de sua carreira. O disco permanece inédito em CD e é um das peças mais raras da história da música brasileira.

Lançado pelo selo Penthon, o disco é uma peça arqueológica fundamental para a compreensão da história da música popular brasileira. São 12 faixas, começando com a bossa nova ‘Passeando pela Praia’, secundada por um surpreendente rock and roll. Trata-se de ‘I Hate Lies’, em inglês, composta e interpretada por Albert Pavão, acompanhado do grupo The Hits. Com o mesmo Albert Pavão, e novamente com o grupo instrumental The Hits, o disco ainda traz o cover para ‘Remember Baby’.

Em entrevista para Senhor F, publicada em edição anterior, o próprio Albert contou a história da sua participação nesse disco. “Eu saí da Mocambo no começo de 1963 e fui contratado pela VS (Som e Indústria Vilela Santos) que estava se expandindo e que chegou a contratar o melhor divulgador de discos de São Paulo, o José Richard. Tenho a impressão de que Rogério Duprat era muito amigo do Guido Bianchi, que era braço direito dos donos da VS, Ataliba Santos e Paulo Vilela”, lembra Albert.

”Quando lá cheguei, logo de início me chamaram para gravar duas músicas no LP 'Distração' com o acompanhamento do grupo The Hits. Esse LP seria lançado pelo selo Penthon, e os arranjos e a direção de orquestra seria de Rogério Duprat (chamado de Orquestra Fantasia). Foram oito músicas orquestradas, duas minhas e duas do Dave Gordon, que cantava em inglês, sendo que as do Dave com orquestra do Duprat acompanhando. Trabalhar com ele foi divertido pois ele era muito criativo, tipo cientista louco...”, afirma Albert.

As duas faixas com Dave Gordon, um cantor especializado em covers para sucessos estrangeiros, são ‘Crazy Hully Gully’ (dele) e ‘Go, Mr.Hully Gully’ (Brandford – Gordon). Nelas, como diz Albert, Gordon canta acompanhado de orquestra dirigida por Rogério Duprat, com destaque para o piano ‘boogie woogie, apesar do ritmo ‘hully gully’. A presença das duas músicas de Gordon, mais os registros de Albert Pavão, ao lado de peças orquestrais, flagram um momento da transição da música popular daquele momento nacional e, mesmo, mundial.

Outra curiosidade do disco é a inclusão de duas músicas “populares” de autoria de Duprat, que talvez sejam as suas primeiras composições no gênero. Tanto ‘Hás de Convir’, um meio-bolero, quanto ‘Lágrimas’ com uma levada de samba, apresentam uma sonoridade extremamente moderna para a sua época. O arranjo de ‘Lágrimas’ começa com um som que, salvo engano, é a primeira (ainda tímida) manifestação de um “piano preparado” na música brasileira. Naquele mesmo ano, Duprat havia participado de um curso na Alemanha, onde dividira aulas com discípulos de John Cage, entre elas Frank Zappa.

Na contra-capa do disco, o texto apresenta a Orquestra Fantasia como destaque dos “mais famosos centros de diversão noturna”, resultado de um vitorioso “segundo lugar no Festival de Positos de danças populares”. Outro detalhe importante presente na contra-capa é o anúncio antecipado, “para breve”, do disco ‘Clássicos em Bossa Nova’, em que “a Orquestra de Rudá reviverá, em cada faixa, um dos gênios da música de todos os tempos”. “O segundo LP da Penthon, o ‘Clássicos em Bossa Nova’, com arranjos do Rogério Duprat, é hoje pouco conhecido, mas antológico”, completa Albert Pavão. Na época, Duprat assinava Rudá (nome de seu filho) para não ser “cúmplice” do rock.

Texto extraído do site Senhor F, do amigo e jornalista Fernando Rosa, cujo link está aí ao lado na lista de blogs. Obrigado Fernando!

Aproveitem!

1. Passeando pela praia
(Nelson Luiz/Valéria Luercy)

2. I hate lies
(Albert Pavão)

3. Hás de convir
(Rudá)

4. Despeito
(Melinho)

5. Crazy Hully Gully
(Dave Gordon)

6. Lágrimas
(Rudá)

7.Guitarra Y Bandoneon
(Melinho)

8. Nos teus lábios
(Ataliba Santos/Haroldo Eiras)

9. Remember, baby
(Albert Pavão/Chapeval)

10. Canção da súplica
(Olga Hayashi)

11. Conclusão
(Sadho)

12. Go, Mr. Hully Gully
(T.Bradford/Dave Gordon)












Mudança de ventos!

Pedi para uma IA escrever esta postagem e ficou do jeito que voces estão lendo abaixo... Nada tenho contra o uso das IAs para facilitar a no...