terça-feira, 18 de maio de 2010

Lloyd McNeill - Tori - Dom Salvador; Dom Um; Naná Vasconcelos

























Baobab Record - BE-654, 1978


Outro disco que encontrei aqui na Itália e achei muito bom! Todas as composições são do americano Lloyd McNeill, músico e artista plástico, e contam com o auxilio mais que luxuoso de Dom Salvador, Dom Um Romão e Naná Vasconcelos. Foge um pouco a nossa linha de postagens (como o anterior do Gimmicks) mas acho importante trazer informações sobre a participação de nossos músicos em discos que só se encontram no exterior. Achei um outro do alemão Frank Valdor, com Neco, Dom Salvador, Paulo Moura e mais uma constelação de músicos brasileiros que será motivo do próximo post.

Chamo a atenção de voces para as faixas Tzigane e Tranquil que são hipnóticas e trazem um trabalho espetacular de Dom Salvador ao piano e Naná Vasconcelos e Dom Um na percussão e vocais. Os demais integrantes do conjunto são: Amaury Tristão (brasileiro, ex-integrante do conjunto Vox Populi) e John LaBarbera nos violões; Buster Williams no baixo; Victor Lewis na bateria; Howard Johnson na tuba,e, naturalmente, Lloyd na flauta e nos arranjos.

Não encontrei informações sobre o relançamento em cd deste disco, portanto...

Aproveitem!

1 O Mercado (Brazilian Market)

2 Tori (Segment One)

3 Tzigane

4 Tori (Segment Two)

5 Sambinha

6 Time Still / Passaro - Pifaro (Flute Bird)

7 Tori (Segment Three)

8 Tranquil















domingo, 9 de maio de 2010

J. T. Meirelles - Gimmicks of Sweden



























Polydor 2379 033, 1972


Encontrei este disco num sebo em Nápoles e corri para compartilhá-lo com voces. É muito raro e sequer consta da discografia oficial do Meirelles e, também, jamais foi lançado em versão digital. Daí a minha euforia quando o comprei! Em 4 de junho de 2008 o Brasil perdia um dos seus maiores músicos, deixo aqui minha homenagem antecipada ao amigo Meirelles.


Os Gimmicks of Sweden foram uma versão sueca do Sergio Mendes e seu Brasil 66. Formado ao redor de Leif Carlqvist, um tremendo tecladista, contava com as ótimas vozes da sueca Anita Strandell e da americana Diana Nunez. Os também suecos Kare Strom, Urban Hansson e Frank Andersson completavam o grupo.





























Meirelles (primeiro à esquerda) e os Gimmicks of Sweden


Consta que Meirelles os conheceu no México, tocando e cantando no hotel Las Brisas. Juntou-se a eles e o sucesso foi tão grande que o grupo o convidou para morar na Suécia onde gravaram este LP. Meirelles fez os arranjos, com umas pitadas de Blood, Sweet and Tears aqui, outras do grupo Chicago ali, mas sem perder de vista um certo "molho" brasileiro, aí sim, calcado no grupo do Sérgio Mendes. Tocou flauta e seu inconfundível sax alto em todas as faixas. É um disco muito gostoso de se ouvir e a faixa Ye-Me-Le foi um grande sucesso na Europa naquele longínquo 1972. Somente a guisa de curiosidade vale ressaltar que os Gimmicks se apresentaram ao lado de nomes tão díspares quanto Ray Charles, Josephine Baker, Tony Bennett e...o grupo de rock T-Rex!

Aproveitem!

1. Calico Baby
(Jeff Kent / Doug Lubahn)

2. It's Too Late
(Toni Stern / Carole King)

3. Colours Of Love
(Gulgowski / Marianne Noel)

4. Somewhere In The Hills
(Ray Gilbert / Tom Jobim)

5. Que maravilha
(Toquinho)

6. Stone Slipper Cindy
(Geist)

7. País Tropical
(Jorge Ben)

8. New York
(Jeff Kent)

9. Our House
(Graham Nash)

10. To the Moon to the Sun
(Gulgowski)

11. Ye-Me-Le
(Chico Feitosa / Luiz Carlos Vinhas)














sábado, 10 de abril de 2010

Dance Conosco - José Marinho, João Donato, Netinho e Waltel Branco


























Copacabana CLP 11171, 1958


O Dance Conosco é um dos discos mais procurados por colecionadores. Resolvi postar aqui pois pouco o vejo em outros blogs. É natural que sua procura seja por conta da participação de João Donato, mas isto seria uma injustiça com os outros participantes, todos, sem exceção, com faixas excelentes. José Marinho já era um velho conhecido e admirado pianista, com um inconfundível toque jazzistíco e foi, juntamente com Fats Elpídio e Centopéia, o maior pianista brasileiro dos anos 50/60.

Lúcio Rangel em notas da contra-capa:" E a Copacabana Discos que já apresentou ao seu imenso público algumas das melhores seleções no gênero, volta, agora, com uma coleção que vai agradar pela variedade, pelo gosto da escolha dos diversos números, pela maestria dos intérpretes ora reunidos. Sim, nada menos que quatro conjunto dançantes, dos melhores que possuimos, estão às suas ordens para a próxima festa: a do pianista José Marinho, o de João Donato, trombonista, o do clarinetista Netinho e o de Waltel Branco, guitarrista. São todos músicos e instrumentistas por demais conhecidos, exímio executantes e conhecedores profundos do gosto popular - eles sabem o que tocar, eles sabem o que vai de encontro (sic) às suas preferencias."

Mais uma vez, a lamentar, a falta de informação sobre os músicos que compunham, à época, os respectivos conjuntos. Mas isto não impedirá que voces desfrutem o excelente disco. Portanto...

Aproveitem!

1. La Leyenda Del Beso
(Reveriano Soutullo Otero / Juan Vert Carbonel)
José Marinho e Seu Conjunto

2. Ginga do Caramujo
(Cipó)
Netinho e Seu Conjunto

3. Devaneio
(Djalma Ferreira / Luiz Antonio)
Waltel Branco e Seu Conjunto

4. Caravan
(Duke Ellington / Irving Mills / Juan Tizol)
José Marinho e Seu Conjunto

5. Mambinho
(João Donato)
João Donato e Seu Conjunto
Solo de Flauta: Altamiro Carrilho

6. Minha Saudade
João Donato e Seu Conjunto
Solo de Flauta: Altamiro Carrilho

7. Mambo Tropical
(José Marinho)
José Marinho e Seu Conjunto

8. Sob o Luar
(Waltel Branco / Ivo Branco)
Waltel Branco e Seu Conjunto

9. I Could Have Danced All Night
(Alan Jay Lerner / Frederick Loewe)
Netinho e Seu Conjunto

10. Cheio de Saudade
(Waltel Branco)
Waltel Branco e seu Conjunto

11. É do Que Há
(Luis Americano)
Netinho e Seu Conjunto













sexta-feira, 19 de março de 2010

JB - A história de 1968 em música e informação


























Vou apenas citar os créditos deste disco-reportagem fundamental para estudantes ou para qualquer pessoa que queira lembrar um ano tão importante em música e informação.
Exclusivamente promocional - Radio JB
Editor Geral: Fernando Veiga
Redação: Lórem Falcão
Locutores: Alberto Curi, Sergio Chapelin e Orlando de Souza
Editor Musical: Júlio Hungria
São duas faixas com aproximadamente 30 minutos cada.





Aproveitem!













sábado, 13 de março de 2010

Laurindo Almeida e Rafael Méndez ...Together

























Decca US DL - 74921, 1968


Enquanto preparo alguns discos dentro da nossa linha de MPB instrumental vou atender o pedido de um frequentador assíduo do blog (obrigado!) João Carlos Pádua. Este LP do Laurindo Almeida com o trompetista mexicano Rafael Méndez é bem conhecido por muitos, mas segundo o João, a maioria dos links não está funcionando. Então aqui está ele.

Rafael Méndez eu conheço desde a infância, ouvindo os LPs do Xavier Cugat que o meu pai colocava na vitrola. O tempo passou e nunca mais tinha ouvido falar dele (que faleceu em 1981) até o Pádua me fazer este pedido. Como antes, obviamente, não existia o oráculo Google, fui fazer uma pesquisa (sugiro que façam) e descobri coisas interessantes como: Méndez sofria de asma. Um trompetista asmático! Méndez sofreu um acidente em 1967 quando assistia um jogo de beisebol e um morcego o atingiu no rosto. Parece que a coisa foi séria pois em seguida ele resolveu parar definitivamente a carreira com a saúde agravada pela asma.

Mas isto são informações que não têm a ver com o disco que é, ao mesmo tempo, estranho e bonito! As faixas com "sotaque" brasileiro me agradam mais. Bambuco é um tipo de música cuja origem se atribui à Colombia. A peça é tradicional e foi arranjada por Méndez, bem como Lullaby, também tradicional. Bossa Romântica é do Radamés Gnattalli e o resto creio que os amigos saberão a autoria. Espero que gostem.

Aproveitem!

1. Pièce en Forme de Habanera
2. Bambuco
3. Carinhoso
4. Entr'acte
5. Bossa Romantica
6. Malagueña Salerosa
7. Sicilienne
8. Romanza
9. Sevilla
10. Lullaby











terça-feira, 2 de março de 2010

Hekel Tavares - 2 Concertos Em Formas Brasileiras



























Edição Especial - CXF 3081, 1962


Vou atender ao pedido de um amigo e espero que voces também gostem. Este LP do compositor Hekel Tavares me parece, vejam bem, parece ser o primeiro disco "independente" do Brasil! Não existe uma simples menção, uma virgula sequer, sobre quem gravou, produziu e distribuiu. Será que não havia ninguém, nenhuma instituição que resolvesse patrocinar o LP do mestre? O problema é antigo, pelo visto. A de(sin)formação cultural no Brasil não é coisa de hoje. E percebam que a "bolacha" ganhou o Prêmio Nacional do Disco em 1962, o Troféu Roquette Pinto! Coisas do Brasil...a capa, sóbria e bela, é do renomado Antonio Rudge, os linóleos são de Lívia Abramo, as fotos de Manuel Ribeiro, o piano tocado por Souza Lima é um Essenfelder fabricado em Curitiba...maravilha, mas quem bancou este disco? Agradeço por qualquer resposta. Existe muita informação na net sobre este fabuloso compositor da corrente nacionalista, iniciada por Alberto Nepomuceno e, posteriormente, seguida por Villa-Lobos. Google nele. Os solistas - o violinista carioca Oscar Borgerth e o pianista paulista Souza Lima - não foram tão afortunados quanto o autor, mas existem, também, boas fontes de pesquisa.

Uma citação que achei importante:

"As formas tradicionais trabalhadas com elementos trazidos das fontes étnicas, devem predominar como ponto fundamental de uma obra que seja, antes de tudo, o reflexo da vida, costumes e ambientes da gente brasileira. O meu trabalho tem como objetivo precípuo trazer para as salas de concerto, o espírito da música popular do meu país.
E, se me fosse permitido, daria um conselho à nova geração de compositores brasileiros: tirem os sapatos e pisem no chão"
Hekel Tavares

Deixo voces na companhia do próprio maestro, regendo a então recém fundada Orquestra Sinfônica Nacional, em suas obras:

1 - Concerto para piano e orquestra Opus 105 No 2 e;
2 - Concerto para violino e orquestra Opus 107, No 4

Aproveitem!

Em tempo:
recebi do Alberto Hekel Tavares, filho do compositor, o seguinte comentário que gostaria de tornar público, agradecendo mais uma vez a sua gentileza.

"A 1ª gravação de uma orquestra sinfônica realizada no Brasil, foi em 1936. Também foi um trabalho independente de Hekel.Suite Sinfônica" André de Leão e o Demonio de Cabelo Encarnado" sobre um poema do poeta paulista Cassiano Ricardo.Livro Martin Cererê. Esta orquestra, foi o embrião da Orquestra Sinfônica Brasileira, fundada em 1940. Nesta gravação, faziam parte da orquestra Eleazar de Carvalho ,Tuba e Claudio Santoro violino.Foi lançado um album com esta gravação, que trazia um trabalho de 6 gravuras de Oswaldo Goeldi.Foi também, o primeiro trabalho comercial de Goeldi.Todas as gravações de Hekel, foram independentes. Escrevia a música, pagava o copista, alugava o estudio, pagava a orquestra e mandava cofeccionar os discos e pagava a gráfica pelas capas.Depois, ia vender o seu disco nas lojas. Breno Rossi em SP. Carlos Wers, Moara e outras. Havia também, um comprador no Sul, que revendia para a Argentina e Chile.Viveu unica e exclusivamente da sua obra! Nunca teve nenhum emprego.Sua obra hoje, é mais divulgada no exterior do que no Brasil.Arnaldo Cohen toca com a Filarmônica da Malasya em Maio de 2010, o seu Conc. para Piano.
Alberto Hekel Tavares"





ps: outro link para download se voce está com problemas no MediaFire:
http://rapidshare.com/files/233444854/Hekel_Tavares_-_2_Concertos_Em_Formas_Brasileiras.rar

Valeu Augusto!






Mudança de ventos!

Pedi para uma IA escrever esta postagem e ficou do jeito que voces estão lendo abaixo... Nada tenho contra o uso das IAs para facilitar a no...